| Junta de Freguesia - Património |
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PATRIMÓNIO:
Parque de Alta Vila
Pelourinho de Assequins

O Pelourinho de Assequins situa-se em Águeda, Portugal, e consta que teria dois degraus e era rematado por uma pequena bandeira de ferro [1]. Resta apenas o fuste redondo e não octogonal como vem mencionado no "Património Classificado" do IPPAR, que acrescenta "plinto paralelepipédico e capitel decorado com o escudo nacional" [2].
O que resta do pelourinho esteve junto a um chafariz na bifurcação da estrada para Gisteira. Em 1950 já se encontrava sem capitel. Cerca de 1993 foi derrubado por acidente e guardado pela junta de freguesia [3], mais tarde esteve à guarda dos serviços municipalizados, actualmente encontra-se erguido na entrada da Junta de Freguesia. Existiam outros fragmentos em casa do Sr Urbano Sucena [4], encontra-se na secção de turismo, a peça terminal. Em Março de 1999, foi encontrado o troço inferior do fuste, que se encontrava soterrado junto a um fontanário, e que é uma peça manuelina de pedra de Ançã.
Será, muito provavelmente reerguido no Largo da Senhora da Graça.
Locais de interesse turístico:
• Casas Antigas – Na rua da Venda Nova, existe uma casa que foi levantada na segunda metade do século XVIII. Outras havia no Sardão e no Randam.
• Cerâmica Artística – Tem na freguesia um centro de produção, tanto em azulejos, como em louça decorativa, pintada à mão, sobre faiança.

• Parque de Alta Vila – A existência deste espaço como parque de recreio e de lazer deve-se ao espírito empreendedor de um ilustre membro da casa da Borralha (Condes Caldeira) o Sr. Dr. Eduardo Caldeira (1848-1902), homem dotado de fino gosto e amplas disponibilidades financeiras que, na segunda metade do séc. XIX, transformaria um pequeno e escalvado planalto, localizado no Centro de Águeda, num majestoso oásis povoado de árvores raras e exóticas e de belos jardins, delineados ao "sabor francês da época" onde múltiplas espécies de flores desabrochavam durante quase todo o ano. Igualmente, realizaram-se naquele parque (nomeadamente nos anos sequentes aos dois grandes conflitos mundiais deste século) festas de beneficência a favor da Cruz Vermelha e da Assistência aos Tuberculosos. Outros eventos tiveram lugar na Quinta da Alta Vila, quase sempre com intuitos de bem-fazer sob o patrocínio da sua proprietária. E seria por óbito desta grande senhora, Maria de Melo Corga, ocorrido aos seus 99 anos, que a Câmara Municipal de Águeda, apareceria por testamento, como herdeira da quota disponível, sendo a grande parte da Quinta de Alta Vila adquirida, depois, em 1985, aos restantes herdeiros, a qual passou, assim, a fazer parte do património municipal.
A par do revestimento florestal e do ajardinamento da propriedade, vários equipamentos de lazer surgiram da imaginação fabulosa do proprietário.
Podemos ainda visitar o Cruzeiro do Adro, e os jardins Conde Sucena, Conselheiro Albano de Mello, Conde de Águeda, Américo Urbano, Dr. António Breda, Casa e Quinta da Pauliceia, Casa Setecentista da Venda Nova, Casa do Adro, Pelourinho de Assequins, Escultura da Capela de S. Sebastião.
Artesanato Local:
Foi desenvolvido artesanato nas áreas de cerâmica (pintada à mão), cestaria, tapeçaria e mantas de trapos.
Feiras:
Feira Semanal (aos sábados em Águeda). Transacção de: Produtos agrícolas, fruta, aves, ovos, queijos, pão, carnes, peixe, mercearias, vestuário, calçado, utilidades, ourivesaria, quinquilharias, louças, vidros, ferramentas, mobiliário, artesanato...
Museus:
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• Museu da Fundação Dionísio Pinheiro e Alice Cardoso Pinheiro
Morada:Largo Dr. António Breda – 3750 – 106 Águeda
N.º Telf.: 234623720
Horário: Terça, quinta, sábado e domingo das 15:00h às 18:00h. Encerra aos feriados.
A Fundação Dionísio Pinheiro e Alice Cardoso Pinheiro, instituída a 5 de Maio de 1969, teve como principal objectivo preservar e divulgar o património artístico adquirido ao longo da vida e composta por uma vasta colecção de pintura, escultura, mobiliário, cerâmica, marfins, pratas, que constituía o recheio da casa de habitação, na cidade do Porto.
A Casa-Museu, sede da Fundação, foi inaugurada em 28 de Junho de 1985. A zona de exposição é composta por 6 salas, tendo cada uma delas uma ou mais colecções temáticas, que teve em conta critérios de ordem cronológica e de afinidade de colecções, desde o mobiliário, pintura, escultura, pratas, tapeçarias, marfins, vidros e cerâmica.
A Casa Museu reúne na colecção obras que fizeram parte do espólio da casa do fundador no Porto da sua casa de Águeda. Todas as obras expostas foram estudadas e foi feita uma selecção, tendo em conta o seu valor artístico, histórico e cultural.
Igreja Matriz - Santa Eulália (séc. XVII), não há indicação precisa, nem sequer do século, em que o povo crente construiu neste outeiro a sua ermida ou capela. Sabe-se, sim, que, já em 1320 as pessoas que aqui prestavam culto, ofereceram quantia valiosa para ajudar os que lutavam contra os Mouros, no reinado de D. Dinis. Pensamos com os historiadores que escreveram sobre a Igreja de Águeda, que um pequeno templo, erecto em séculos anteriores, se foi mantendo até ao século XVI.
Azulejos moçarabes do século XIV encontrados agora em escavações na capela do retábulo da Ceia e na capela-mor, permitem afirmar que o templo antigo estaria revestido com este tipo de azulejo e parecem confirmar a corrente de que "da primitiva edificação nada mais deve existir hoje".
No século XVI, poderá ter-se construído um templo que continha como peça central na capela-mor, o Retábulo da Ceia - verdadeira obra de arte, da Escola Coimbrã - e dois altares laterais: um dedicado a Nossa Senhora do Rosário e outro a Santa Luzia. No século XVII, as famílias nobres de então, construíram capelas laterais, como atesta uma lápide com a seguinte inscrição: "Esta capela é de Aires de Pinho e sua mulher Violanda Pinto e seus filhos, a qual é dotada com missa quotidiana - 1624".
A Igreja tinha um alpendre na parte fronteira, onde as pessoas se acolhiam antes da missa e onde, em nicho abrigado, estava a imagem de pedra de Santa Eulália. Terminava antes da Capela do Senhor dos Passos.
Notamos ainda hoje, um ressalto na cornija exterior, a norte, exactamente onde começa a implantação desta capela. As obras de ampliação, realizadas no segundo quartel do século XVIII - e as mais importantes até hoje - arrancaram daqui: arcos sobre o coro entrada para a ex-capela baptismal e de acesso ao coro; frontaria, cunhais; arco cruzeiro em pedra mole e janelas laterais em granito, ampliação da capela-mor com as respectivas janelas e fachada posterior, talhas, em estilo barroco rico, todas douradas.
Entre 1898-1900, a expensas do Conde de Sucena do qual se conserva uma pintura em tela, a Igreja sofreu algumas beneficiações (e malefícios também) mas de novo nada foi construindo.
Não caberá nesta pequena história a referência pormenorizada do volume de obras que hoje inauguramos: cartório museu, capela baptismal, átrio externo (dos arcos) átrio interno, nicho da Deposição do Túmulo, capela do Senhor dos Passos, átrio interno a norte, sacristia e todo o conjunto da capela mortuária.
Outras Igrejas:
- S. Pedro – Destaca-se num alto próximo, indicado por um miradouro. Simples de corpo e capela mor vincados de pilastras, porta rectangular ladeada de postigos e dominada de óculo quadrilobado. Diversas reformas têm mantido o seu estado de conservação. Do final do século XVII o pequeno retábulo.
- S. Sebastião – Dentro da cidade foi deslocada do sítio. Imagem de Sta. Apolónia séc. XVII.
- Senhora da Graça ( ASSEQUINS) – Conserva o arco cruzeiro da 2ª metade do séc. XVI. Foi deitada abaixo, tendo sido construída uma nova.
- S. Geraldo - no lugar de Bolfiar (séc. XVII). A capela mor é de exemplar interessante da renascença final, do seiscentismo coimbrão. É uma das principais romarias do concelho e realiza-se sete semanas depois da Páscoa.
- Nossa Sra. da Ajuda – no lugar de Paredes, séc. XVIII – Parte antiga barroco. Realiza-se no primeiro domingo do mês de Setembro.
- Nossa Sra. da Guia – No lugar do Sardão – (séc. XVII, 1682 – mandada construir pelo capitão João Simões Alvim)
• Cruzeiro – No lugar de Paredes – tipo templete sob plano quadrado século XVII. As quatro colunas assentam em pedestais e suportam entablamento simples. A meio esta costumado pilar e a cruz com Cristo crucificado.
• Pelourinho – resta o fuste da coluna que é de calcário (de posse da Junta de Freguesia) encontrando-se o resto ainda junto a um chafariz. Séc. XVI. Existem algumas pedras em casa do Sr. Urbano Sucena .
Instalações Desportivas:
Estádio Municipal, Pavilhão Desportivo do GICA, Pavilhão da Escola Básica Fernando Caldeira e Pavilhão da Escola Secundária Adolfo Portela, Piscina Municipal, campos de futebol de Bolfiar, Forno, Raivo e Rio Côvo, Polidesportivo da Maçoida, Mafol, Parque da Alta Vila.
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